quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cordel do Manuel

O cordelista Jotacê Freitas.
Palestra do cordelista e pesquisador de cordel Jotacê Freitas a Escola Manuel Lisboa no dia 02 de junho do decorrente ano.

Apesar de muitas pessoas acreditarem que o cordel é nordestino, ele chegou ao Brasil com os portugueses, mas também não é português. O cordel na verdade é uma literatura popular universal que chegou ao Brasil com o nome de cordel porque em Portugal era vendido pendurado num cordão ( cordel).
Segundo o cordelista e pesquisador de cordel José Carlos Freitas (Jotacê Freitas), o cordel existe na França com o nome de literatura de pescoço ou literatura de cangote porque os livros são vendidos em uma bandeja pendurada no pescoço, na Espanha onde recebe o nome de folha solta, na Arábia com o nome de chacare, na Alemanha, na Itália e na África onde ha pouco tempo foram encontrados escritos de literatura de cordel com cerca de quinhentos anos.
Todas as pessoas sabem um cordel porque desde crianças brincam com , os versos “Batatinha quando nasce” e “Sete, sete são catorze” sem saber que são exemplos de cordel, por isso respeitando as regras podem fazer um cordel.
Para ser cordel é preciso haver rima, sete ou dez sílabas, está dividido em estrofes de quatro versos (quadra), seis versos (sextilha), sete versos (setilha), oito versos (oitava) ou dez versos (décima) e as rimas devem acontecer aos pares.
Com a ajuda da comunidade escolar Jotacê escreveu alguns cordéis.

X    minha vida é alegre    (mi / nha / vi /da /é a / le / gre) sete sílabas                     
A    Eu não posso me queixar      
X    Tomo banho de cachoeira                .
A     Isso me faz relaxar
X     Como, durmo, bebo e sonho
A     Fico em qualquer lugar  

É uma sextilha, pois possui seis versos.              
Rima aos pares X com X e A com A.
Possui sete sílabas.

O cordelista Jotacê Freitas e a coordenadora do
noturno Monalisa.
1      A Escola Manuel Lisboa           
2      Ensina com muito amor
3      Seja noite, ou seja dia
4      Pra você sair doutor
5      Não importa quem estuda
6      Pequeno, grande ou cantor.
Nesse cordel a rima acontece nos versos pares (2, 4 e 6).

Fotos da Palestra realizada por Jotacê Freitas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Projeto Festejos Juninos Danado de Bom.

As manifestações culturais do povo da Região Nordeste

Esse projeto realiza uma abordagem significativa sobre a origem das festas juninas, enfatizando a importância do homem do campo, especificadamente da Região Nordeste, no que diz respeito aos seus costumes, vestuários, ocupações, alimentação, transportes e crenças, com o objetivo de socializar com as alunas e alunos a importância cultural religiosa dos festejos juninos e a valorização do trabalhador do campo.
As festas juninas representam um dos elementos culturais do povo nordestino, é composta por música caipira, apresentações de quadrilha, comidas e bebidas típicas, além de muita alegria. Consiste em numa homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Além da abordagem religiosa outras manifestações estão sendo abordadas de maneira significativa, dando as alunas e alunos o conhecimento da vasta cultura que permeia as festas do mês de junho como o valor cultural dos festejos juninos dentro do folclore brasileiro.
Por ser a Literatura de Cordel um tipo de literatura produzida por poetas populares que usam versos para contar fatos e temas de domínio público impressos em livrinhos bem simples, geralmente vendidos nas feiras livres, romarias, praças e ruas, no AC realizado no dia 06 / 05 / 2011, a comunidade escolar escolheu o Cordel  para ser abordado no projeto, pois para os nordestinos, a Literatura de Cordel representa a expressão dos costumes regionais.
Segundo a autora Andrea Cecília Ramal, no texto Língua Portuguesa: O quê e como ensinar, na Educação de Jovens e Adultos são muito apreciadas a utilização de obras da literatura de Cordel, porque muitos dos alunos tem raízes na cultura nordestina, por isso eles podem sentir-se mais à vontade com esse tipo de texto. O professor pode estimular inclusive, os alunos a produzirem cordéis, com trechos da matéria estudada, ou recontando em forma de poema uma história lida. Além de valorizar a cultura nacional e o mundo do aluno, essa é uma estratégia para iniciar a futura aproximação dos estudantes de outros tipos de produções artísticas.  

sábado, 4 de junho de 2011

Uma Professora muito Maluquinha

Uma magnífica criação de Ziraldo que é o sonho de todas as alunas e alunos.
Como seria bom se todas as crianças pudessem ter uma professora que as ensinassem a ler usando brincadeiras, que as mostrasse o quanto a leitura pode ser prazerosa e que buscasse conhecer cada uma delas para poder identificar o que há de melhor em cada uma e assim poder transformar cada criança em um ser único e o melhor em sua especialidade de modo que todas fossem especiais em alguma coisa que soubesse fazer com perfeição.
Como seria bom se todas as professoras e professores pensassem como a Professora Maluquinha que afirmou numa certa reunião de professores que a professora acrescenta ao homem o sentido que o completa quando ensina  ele a ler e escrever.
Se a realidade imitasse a ficção seria diferente , eu não entraria em uma escola onde todas as salas possuem uma estante (biblioteca) de Ziraldo e os alunos não sabem quem é Ziraldo, porque os livros são meros enfeites empoeirados.
Da mesma forma eu também não veria livros que fomentam a lei 11.645 / 08 serem guardados e esquecidos em armários porque as professoras e professores não sabem usá-los.
Não adianta doar livros nem criar leis é preciso formar professores(as) capacitado(a)s para saberem utilizar a biblioteca de forma correta e fazer valer a lei 11.645 / 08.
Comentários referentes ao livro Uma Professora muito Maluquinha do autor Ziraldo. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008.


Material didático utilizado pelo Município
de Lauro de Lauro de Freitas.
   Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Art. 1º O art. 26 – A da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação.
“Art. 26 – A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro- brasileira e indígena.
Inciso 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Inciso 2º Os conteúdos referentes a história e cultura afro- brasileira e dos grupos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileira”. (NR)
Art. 2º Esta Lei está em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 10 de março de 2008, 187º da Independência e 120º da República.

domingo, 29 de maio de 2011

Luzia, a mais antiga ancestral brasileira.

Até o final da década de 1980 acreditou-se que os indígenas foram os primeiros habitantes do Brasil. Mas a partir da década de 1970 a história da civilização brasileira foi modificada com as pesquisas de Niéde Guidon, no Piauí, e com a descoberta da arqueóloga francesa Annette Emperaire. Em 1975 a arqueóloga desenterrou um crânio em Lagoa Santa, Minas Gerais, e o enviou ao Museu Nacional da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, quando a caixa que abrigava o crânio chegou ao museu foi ignorada e esquecida num canto.  
Após mais de uma década de esquecimento a caixa no final da década de 1990 foi encontrada pelo arqueólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), que ao redescobrir o crânio se surpreendeu com as observações que fez.
Constatou-se que o crânio era de uma jovem que recebeu o nome de Luzia em alusão a Lucy, nossa ancestral mais antiga, com mais de três milhões de anos, encontrada na Etiópia, África.
Os cientistas da Universidade de Manchester, Inglaterra se interessaram por Luzia e utilizaram as mais sofisticadas técnicas de computação gráfica para reconstruir o seu rosto, possibilitando ao artista plástico Richard Neave moldar o crânio em argila para dar forma a Luzia: uma moça aparentada de africanos e aborígenes australianos.  

sábado, 28 de maio de 2011

Projeto Biodiversidade e Sustentabilidade

Projeto idealizado pela professora Ana Cláudia Calmon Matos de Melo, professora do Estágio III do SEJA da Escola Municipal Manuel Lisboa.
O Projeto Biodiversidade e Sustentabilidade está voltado para a orientação e movimentação de toda a comunidade escolar, visando à melhoria da vida de todos nós que estamos vivos, mas sem piorar a vida das pessoas que ainda irão nascer, incentivando cada aluna e aluno a fazer sua parte para cuidar do mundo lembrando que seus futuros parentes irão precisar de um bom lugar para viver.
O projeto será abordado durante o segundo bimestre com alunas e alunos do SEJA e terá como conteúdos: meio ambiente, desmatamento, efeito estufa, aquecimento global, extinção de espécies da fauna e da flora e reciclagem.
Para realizar o projeto a professora, as alunas e alunos utilizaram os seguintes procedimentos metodológicos:
  • Construção de mural sobre o tema “Sustentabilidade”;
  • Produção de acróstico, charges e paródias acerca dos assuntos estudados;
  • Realização de pesquisas e entrevistas;
  • Utilização de diversas informações retiradas de jornais, revistas, internet, livros didáticos, manuais científicos, entre outros, para enriqueceras as aulas;
  • Apresentação de slides sobre o meio ambiente.
A culminância do projeto será uma palestra cujo tema é "Sustentabilidade. Plante essa ideia!" ela acontecerá no dia quatorze de junho do decorrente ano e será apresentada para toda comunidade escolar e visitantes,  tendo como palestrante a professora especialista em meio ambiente Iraci Gomes Bonfim.