quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Inclusão Digital de Idosos como exercício de Cidadania.

Ao ingressar na faculdade percebi o quanto a comunidade acadêmica tem uma visão limitada em relação à inclusão e a construção de projetos relacionados à permanência de aluno(a)s na universidade. A concepção limitada sobre a vasta temática inclusão se faz presente na figura das minhas colegas ditas “idosas” que são vistas por muitas pessoas como vovós que deveriam ficar em casa tricotando e cuidando do(a)s neto(a)s, mas elas não são apenas vovós também são universitárias e o mínimo que a academia deveria fazer era se orgulhar da presença delas e se preparar para recebe-las com dignidade.

 Digo isso porque no curso de pedagogia não é levado em consideração o fato da maioria dessas pessoas não terem tido acesso ao mundo digital e que por esse motivo não conseguem utilizar o computador com a mesma agilidade do(a)s aluno(a)s que estão inserido(a)s no mundo digital. A pessoa idosa tem condições de aprender a utilizar o computador da mesma forma que aprendeu por necessidade a usar outras tecnologias como: carros e eletrodomésticos mais sofisticados e os caixas de banco, o computador também é necessário porque com ele essas pessoas viajam o mundo e driblam a solidão através das redes sociais.
O Projeto PotenciaIdade: A Inclusão digital de idosos como exercício de cidadania foi realizado na Unidade Acadêmica Instituto de Geriatria e Gerontologia (Geronbio / IGG/PUCRS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, tendo como responsáveis Newton Luiz Terra/Diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia (terranl@pucrs.br), Rodolfo Herberto Schneider/Coordenador do Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica (rodolfo.schneider@pucrs.br), Carla Helena Augustin Schwanke / coordenadora do Projeto PotencialIdade (schwanke@pucrs.br) com o objetivo de  prompver a inclusão digital de idosos para o exercício da cidadania e conscientização dos direitos sociais por isso:
No presente Projeto parte-se da premissa de que idosos conscientes de seu potencial para a aprendizagem e de sua corresponsabilidade com o próprio desenvolvimento, ao dominarem as rotinas de uso de ferramentas informatizadas, tornam-se idosos impulsionados por metas motivacionais para a aprendizagem, o reconhecimento e a valorização na família e na sociedade e o auto reconhecimento e a autovalorização (ALONSO TAPIA, 2005).
A partir do momento que a Unidade (Geronbio / IGG/PUCRS) utilizou idosos como objetos de pesquisa sobre inclusão digital e obteve bons resultados está provado que as academias  precisam  ampliar o conceito em relação a inclusão digital para que de fato ela aconteça sem que alguns aluno(a)s fiquem pelo meio do caminho.
Projeto PotenciaIdade: A Inclusão digital de idosos como exercício de cidadania

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mapa da Violência 2012 - Atualização: Homicídio de Mulheres no Brasil.

Analisando a evolução da taxa de homicídio feminino no Brasil no período entre 1980 a 2010 é possível perceber um aumento na taxa que varia de 2,3 a 4,6 para cada 100 mil mulheres no país.
Segundo o Mapa da Violência 2012 - Atualização: Homicídio de Mulheres no Brasil a taxa de homicídio feminino no país durante o período entre 1980 a 1996 duplicou e no período de 1996 a 2007 houve um declínio durante o primeiro ano de atuação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006), mas logo em seguida voltou a subir e atingiu a taxa de 4,6 em 2010.Não basta sancionar uma lei para resolver problemas culturais como o machismo no Brasil, a aprovação  da Lei sem dúvida é um grande passo no combate ao sexismo, mas não podemos acreditar que a sociedade machista ficou estagnada, pois assim como os movimentos sociais exigiram do Estado a assinatura da Lei a sociedade machista encontrou na Lei brechas que ajudaram a burlar a própria Lei como a coação das mulheres para que elas retirassem a queixa contra o homem agressor, ato que sem dúvida também contribuiu para mais uma vez aumentar as agressões contra as mulheres e elevar a taxa para 4,6 em 2010.
Em 2012 foram aprovadas alterações que deixaram a Lei Maria da Penha mais rigorosa, como: as mulheres agredidas não podem mais retirar a queixa contra o homem agressor e, além disso, qualquer pessoa pode comunicar à polícia e registrar uma ocorrência quando se deparar com uma situação em que um homem agride uma mulher.
Para fazer vale a Lei é preciso estar atento às manobras da sociedade machista seguindo o exemplo do Observatório da Mulher.
Observatório da Mulher.
Mapa da Violência 2012 - Atualização: Homicídio de Mulheres no Brasil.
http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images/stories/PDF/pesquisas/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Assinar a petição é dizer não ao sexismo.


Eu assinei, assine. A jovem indiana é mais uma dentre muitas indianas, brasileiras e tantas outras mulher espalhadas pelo mundo vítimas do sexismo.
Assinar a petição é dizer não ao sexismo, não importa a nacionalidade somos mulheres e o fato de sermos mulheres não pode nos deixar vulneráveis ao machismo.


Mensagem original da Avaaz.org - The World in Action

Cara comunidade da Avaaz,




Uma estudante de 23 anos morreu depois de ser estuprada por uma gangue em um ônibus por horas. Foi a gota d´água na guerra global contra as mulheres. Junte-se aos protestos na Índia, e peça ao governo para reforçar as leis e lançar uma campanha de educação pública para desafiar e envergonhar as atitudes grotescas que levaram a esta violência:


Sign the petition
Ela era uma estudante de fisioterapia de 23 anos que pegou um ônibus em Nova Délhi no mês passado. Seis homens trancaram a porta e a estupraram barbaramente por horas, inclusive com uma haste de metal. Eles a abandonaram nua na rua, e depois de corajosamente ter lutado por sua vida, ela morreu na semana passada.
Em toda a Índia, as pessoas estão protestando para dar um basta nesta situação. Na Índia, uma mulher é estuprada a cada 22 minutos, e poucas encontram justiça. Globalmente, 7 em cada 10 mulheres serão abusadas fisica ou sexualmente em sua vida. O horror em Delhi é a gota d´água. Estamos em 2013 e a guerra brutal contra as mulheres no mundo precisar acabar. Podemos começar essa jornada pela Índia.
O governo está aceitando comentários públicos nas próximas 24 horas. Precisamos urgentemente de um melhor policiamento e um concreto programa de educação pública para mudar as atitudes grotescas, mas comuns, do sexo masculino que permitem a violência contra as mulheres. Se 1 milhão de nós nos juntarmos ao pedido por ação, poderemos ajudar a fazer deste terrível episódio a gota d´água e o início de uma nova esperança:

http://www.avaaz.org/po/end_indias_war_on_women/?blxHzdb&v=20673


Temos apenas 24 horas para influenciar a Comissão Oficial criada para encontrar formas de reprimir a onda indiana de violência sexual. Se conseguirmos mostrar o verdadeiro sucesso nas mudanças de atitudes na Índia, o modelo poderá ser aplicado em outros países. O dinheiro gasto pagará a si próprio por meio da redução da pobreza e promoção do desenvolvimento, pois o tratamento e o empoderamento das mulheres têm sido identificado como um dos maiores incentivos de progresso social e econômico. Clique para enviar uma mensagem diretamente para o governo indiano:

Com esperança e determinação,

Emma, ​​Ricken, Luis, Meredith, Iain, Ian, Marie, Michelle, Alaphia, Allison e toda equipe da Avaaz.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Inclusão digital de Mulheres negras.

No vídeo Inclusão digital de mulheres negras a professora Janja Araújo comenta sobre a situação das mulheres negras na sociedade e como a inclusão digital se faz presente de maneira equivocada na vida destas mulheres.
Ao se pensar em tecnologia é preciso considerar a real situação destas mulheres, pois a  maioria delas ainda encontram-se assumindo profissões subalternas ou desprestigiadas tendo as empregadas domésticas como a grande prova dessa realidade, a de se pensar também que essas mulheres em casa gastam a maior parte do tempo lavando roupas e cuidando das crianças, por isso nada melhor que fazer uso da tecnologia incentivando a Secretária de Políticas para mulheres da Presidência da Republica a criar um programa em que se construa lavanderias comunitárias com máquinas de lavar e não com tanques.
O acesso a internet hoje se tornou mais do que uma ferramenta de formação se tornou um espaço de consumo, por isso é preciso pensar essa “inclusão digital” porque a forma como ela acontece é perversa, visto que apenas insere essas mulheres num mundo que não é satisfatório e para o qual elas não estão preparadas dessa forma elas acabam entrando em um universo de troca, uma troca simbólica logo quando elas não tem recurso para determinadas coisas acabam entregando o que tem “e o que tem é o próprio corpo” então essas mulheres terminam expondo o próprio corpo.
Segundo a professora Janja Araújo é preciso reestruturar o espaço formativo dessas pessoas dentro da rede considerando que há necessidade de discutir os conteúdos do mundo digital e a partir dessa discussão promover, produzir, provocar culturas para que ele seja usado de modo consciente.
No segundo vídeo Eliane Boa Morte discute a formação e inclusão consciente dessas mulheres no mundo digital e a inclusão digital para mulheres sendo usada como suporte para a discussão de gênero e raça, discussões que permite as mulheres entenderem o que é troca simbólica e a importância de preservar o próprio corpo.

Inclusão digital de mulheres negras:

  • Entrevista com Rosângela Araújo (Janja Araújo), professora da FACED / UFBA e Mestra em        Capoeira Angola do Instituto Nzinga - Mulheres Negras e Inclusão Digital:  www.youtube.com/watch?v=0WKV23QPET4
  • Entrevista com Eliane Fátima Boa Morte do Carmo (Eliane Boa Morte), Gerente de Políticas Temáticas da Superintendência de Políticas para Mulheres:  Inclusão digital para mulheres usada como suporte para a discussão de Gênero e Raça:

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Escravizados aos cinco anos.

Mensagem original da Avaaz.org - The World in Action
Caros amigos,
O Parlamento indiano está encerrando 2012 sem haver votado a lei de combate ao trabalho infantil mais dura de sua história. Pior: o projeto de lei conta com o apoio da maioria dos parlamentares, mas ficou encalhado por semanas porque eles não a consideraram como prioridade!
A Índia é a capital do trabalho infantil -- crianças a partir de cinco anos são vendidas a traficantes e forçadas a trabalhar como escravos dos dias modernos, sofrendo abusos e agressões físicas. Histórico, o novo projeto de lei iria banir completamente qualquer tipo de trabalho realizado por crianças com menos de 14 anos e proporcionar auxílios financeiros para famílias pobres, para que elas mantenham seus filhos na escola. Mas os parlamentares permitiram que o projeto de lei escorregasse de suas agendas, e grupos indianos de defesa dos direitos da criança afirmam que necessitam urgentemente da nossa ajuda, agora, para aumentar a pressão pública.
Se a comunidade da Avaaz se unir em torno da causa, podemos gerar uma onda de atenção para o projeto de lei e levar os parlamentares a votá-lo. Assine esta petição urgente e compartilhe com todos que você conhece -- quando chegarmos a um milhão de assinaturas, transmitiremos nossa mensagem ao Parlamento, juntamente com ex-trabalhadores infantis:
Com esperança e determinação,
Jamie, Alice, Alex, Alaphia, Lisa, Jeremy, Ricken, Dalia, Rewan, Michelle e toda a equipe da Avaaz.

Trabalho Infantil


Apesar do trabalho infantil ser crime em nosso país muitas crianças ainda são exploradas. A exploração da mão-de-obra infantil no Brasil vem desde o período colonial quando crianças negras e indígenas eram escravizadas.
Após a assinatura da Lei Áurea e a Proclamação da Independência as crianças filho(a)s das famílias menos favorecidas em sua maioria crianças negras continuaram sendo exploradas principalmente no trabalho doméstico e na agricultura.
Com o advento da revolução industrial, na Inglaterra no final do século XIX houve um aumento no campo de exploração infantil, pois as crianças passaram a ser utilizadas principalmente na indústria têxtil por causa do baixo custo e nas minas de carvão porque nos locais onde os túneis eram estreitos apenas os corpos pequenos das crianças conseguiam passar.
No Brasil houve um aumento da exploração infantil com a industrialização e urbanização das cidades, pois com esses acontecimentos as crianças passaram a desempenhadas novas atividades para suprir as necessidades tanto da indústria quanto da sociedade da época.
Atualmente estimasse que no Brasil cerca de cinco milhões de crianças e adolescentes menores de dezoito anos trabalham e que dentre essas crianças e adolescentes existem aquele(a)s que devem ter um tratamento especial da Lei porque são submetidas as mais perversas formas do trabalho infantil como: trabalho infantil escravo quando são submetidas a trabalhos forçados e jornada exaustiva; maus-tratos quando o(a) responsável pela criança ou adolescente espoem sua vida ou saúde ao perigo; exploração da prostituição de menores; pornografia infantil e venda ou trafico de menores.
Trabalho infantil é crime, mas colocar a Lei em prática será sempre um problema se a nossa sociedade continuar agindo de forma tolerável e muitas vezes desejável a exploração do(a)s filho(a)s das classes menos favorecidas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Inclusão digital é Inclusão social.

A democratização das tecnologias permitindo que as pessoas de todas as classes sociais tenham acesso a tudo que acontece no mundo e aos benefícios implantados pela tecnologia da comunicação também é inclusão digital, mas no Brasil a maioria da população ainda está excluída desse avanço tecnológico e social, pois apenas 6 pessoas para cada cem habitantes possuem computador em casa e tem acesso a internet.
Para solucionar o problema o governo criou o Programa Nacional de Banda Larga o qual visa fazer a internet chegar mais rápido em todo país e baixar o preço do serviço para que todas as pessoas possam ter acesso, mas de que adianta uma internet rápida disponível para todas as pessoas se poucas pessoas podem custear a compra e a manutenção da máquina.
Além do programa é preciso que o governo pense também nos custos que envolvem a compra e manutenção do computador e a formação docente, pois é fundamental que as universidades tanto particulares quanto públicas incluam em seus currículos a temática inclusão social porque não adianta construir laboratório de informática se o(a)s profissionais da área de educação não sabem utilizar o computador como um instrumento que contribui para o processo do ensino aprendizagem e inclusão social do(a)s educando(a)s.

Inclusão digital:
  • Presidência da Republica Federativa do Brasil:
          http://multimidia.brasil.gov.br/inclusaodigital/
    Inclusão social através da inclusão digital:
    •  Revista Espaço Acadêmico – 40 – Setembro de 2004 – Mensal
             Texto Prof. Dr. Antônio Mendes da Silva Filho (Prof. do DIN / UEM. Doutor em Ciência da Computação)          
             http://www.espacoacademico.com.br/040/40amsf.htm