quinta-feira, 28 de março de 2013

Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem.

Atualmente é quase impossível deixar as redes sociais de fora dos processos de aprendizagem, pois a maioria do(a)s aluno(a)s ainda muito cedo aprendem a usá-las e a fazer parte delas. Por isso, é preciso que o(a)s professore(a)s conheçam a melhor forma de se relacionar com a turma e as redes sociais, pois o Facebook, o Orkut ou o Twitter podem ser aliados do processo de aprendizagem do(a)s aluno(a)s desde que sejam respeitadas as regras de como se deve usar as  redes sociais e o que pode ou não ser feito considerando a idade do(a)s estudantes.
Algumas escolas já utilizam computadores em salas e aula, mas não liberam o uso da internet pelo(a)s aluno(a)s o que termina causando problemas para o(a)s  professore(a)s, pois o(a)s aluno(a)s terminam não se interessando pela aula e  na maioria das vezes acessam a internet escondido(a)s. As escolas precisam intender que a geração atual de crianças e adolescentes tem um diferencial muito grande das gerações anteriores e esse diferencial são as redes  sociais que chegam as salas de aulas através de pequenos aparelhos telemóveis (smartphons).
Não faz sentido entregar um tablete ao(a)s estudantes e determinar que durante as aulas ele(a)s só devem usar o aparelho para acessar os conteúdos do material didático selecionados pela instituição escolar, para dar certo é necessário que o(a)s professore(a)s aprendam a usar as novas tecnologias e a usar as redes sociais a sue favor como: a)dividir a turma em equipes e pedir para que elas procurem na internet textos referentes ao conteúdo da aula, em seguida as mesmas deverão socializar para as demais o material encontrado e o(a) professor(a) fazer um apanhado geral explicando o assunto; b)seria interessante deixar um dia livre para que a turma escolha o conteúdo da aula ou cada equipe pesquisa algo interessante e socializa para turma; c) Organizar um chat para tirar dúvidas e  outros.
No entanto para dar certo é preciso ensinar os cuidados que o(a)s aluno(a)s devem tomados nas redes sociais desde a postura de cada um até  o estabelecimento prévio das regras em relação aos conteúdos e horários, não devemos esquecer que o(a) professor(a) tem um calendário a ser cumprido e que a escola e as famílias devem participar e apoiar o trabalho do(a) mesmo(a).
 Uma das regras deve ser em relação ao atendimento para tirar dúvidas pelo chat, os dias e horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula devem ser combinados com antecedência, para conversar com a turma podemos usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam, porém essa não pode ser a única forma de auxiliá-lo(a)s nas questões que ainda não compreenderam.
As redes sociais devem ser aliadas do(a)s professore(a)s, mas precisamos destacar que  o planejamento dessas aulas além de exigir mais do(a)s professore(a)s que as aulas tradicionais nem sempre é viável fora da sala de aula, logo não é possível abolir a educação tradicional e sim mesclar o que já existe com as diversas possibilidades proporcionadas pelas novas tecnologias.
Texto da Revista Nova Escola
Texto - Portal de Educação eTecnologia

segunda-feira, 25 de março de 2013

Baniwa e Coripaco e as novas tecnologias.

Os Baniwa e os Coripaco são etnias indígenas que falam línguas da família Aruak, elas ocupam toda a bacia do rio Içana e seus afluentes distribuídos em noventa e seis comunidades ribeirinhas, totalizando cinco mil quinhentos e cinco pessoas, as etnias também estão presentes nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos no estado do Amazonas do lado brasileiro. Os Baniwa e os Coripaco também habitam do lado da Venezuela e da Colômbia nas região dos rios Inírida e Guainía; alcançando uma população aproximada de nove mil pessoas na fronteira com o Brasil.
As etnias Baniwa e Coripaco assim como todos os povos indígenas viveram a realidade da implantação de escolas fundamentadas na cultura não indígena com currículos eurocêntricos fomentadores de uma educação excludente cujo objetivo era a aculturação das etnias indígenas. Nessas escolas a administração e o(a)s professore(a)s eram todo(a)s  não indígenas que não falavam a língua das etnias, nesse período as escola das região do Içana só aceitavam aluno(a)s até  o 5º ano, caso o(a)s indígenas desejassem continuar os estudos teriam que  ir a cidade de São Gabriel da Cachoeira ou até mesmo Manaus porque o ensino Fundamental II e o Ensino Médio só eram oferecidos  nos distritos missionários salesianos dessa localidades.
Em 1996, na região do Içava  através da Organização Indígena da Bacia do Içana  (OIBI) foram realizados grandes encontros sobre o tema da educação, nos quais as etnias Baniwa e Coripaco discutiram os objetivos da escola, sua metodologia, organização e funcionamento. Dessas discussões e do movimento articulado de professore(a)s indígenas aliado(a)s ao movimento surgiram as escolas indígenas diferenciadas denominadas escolas-piloto indígenas.
São denominadas escolas-piloto por se tratarem de experiências inovadoras de iniciativa não-governamental, ou seja, das próprias comunidades indígenas e de suas assessorias. As experiências ainda são em pequeno número, mas estão hoje espalhadas por todo o território brasileiro. Essas escolas são as primeiras que levam em consideração a ideia central da educação escolar indígena diferenciada: a de pensar e praticar os processos político-pedagógicos a partir das realidades sócio históricas dos distintos povos. São, portanto, escolas com projetos políticos-pedagógicos próprios, capazes de atenderem às necessidades das comunidades específicas e com autonomia na gestão administrativa, política e pedagógica. As escolas indígenas diferenciadas pautam suas ações e estratégias de transmissão, produção e reprodução de conhecimentos na proposta de possibilitar às coletividades indígenas a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades étnicas, a valorização de suas línguas, tradições e ciências, a defesa de seus territórios e outros direitos básicos, além de lhes dar acesso adequado às informações e aos conhecimentos técnicos e científicos da sociedade global, necessários à garantia e à melhoria da vida pós-contato (BANIWA, 2006, p. 158,159).
Na Escola Pamáali um exemplo de escola-piloto indígenas o(a)s jovens Baniwa tem acesso as novas tecnologias, a inclusão digital é uma das prioridades da Escola porque acreditam que através das novas tecnologias o(a)s jovens Baniwa tem ao acesso ao conhecimento do mundo globalizado.
Aluno(a)s Baniwa  e Coripaco conectado(a)s com o mundo, através da internet (wi-fi na Pamáali)
BANIWA, Gersem dos Santos Luciano. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje: Ministério da Educação. Brasília, 2006

terça-feira, 19 de março de 2013

Educação 3.0, um pensamento Freiriano.


O termo Educação 3.0 foi usado para definir o impacto na educação do aprendizado colaborativo e personalizado. Colaborativo na troca de saberes durante o processo de construção de conhecimento como defende a minha orientadora Teresinha Fróes e o professor Edvaldo Couto e personalizado no sentido de adequar a metodologia a realidade do contexto vivenciado pelo(a)s educando(a)s  como sempre defendeu Paulo Freire.
Durante as reuniões que acontece todas as quintas-feiras da linha de pesquisa CAOS (Conhecimento: Análise Cognitiva Ontologia e Socialização) – a qual faz parte do grupo de pesquisa REDPECT (Rede Cooperativa de Pesquisa e Intervenção em (In)formação, Currículo e Trabalho) e durante as aulas da disciplina EDC 287 Educação e Tecnologias Contemporâneas tenho a oportunidade  de vivenciar  a educação 3.0 uma educação colaborativa através da qual todo(a)s ensinam e aprendem numa perspectiva freiriana onde: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".
A Educação 3.0 nos permite analisar os modelos pedagógicos tradicionais nos quais o(a) professo(a)r é o detentor do conhecimento como se o(a)s educando(a)s fossem vasos vazios a espera do(a)s educadore(a)s para enchê-los de saber. Na nova realidade pedagógica o(a)s educadore(a)s não só ensinam como aprendem com o(a)s educando(a)s, por isso é preciso preparar nosso(a)s professore(a)s para lidar com esta nova geração de estudantes cada vez mais conectados, informados e desejosos de profissionais capazes de facilitar o processo de aprendizado com a ajuda das tecnologias digitais na construção do conhecimento de forma colaborativa e personalizada.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Educação 3.0.

Jim Lengel é Professor na Hunter College na Universidade de Nova York e consultor em organizações de todo o mundo sobre a aplicação de novas tecnologias ao ensino e aprendizagem.

“Na educação 3.0 os alunos usam as novas tecnologias - mas ela não é o centro de sua atenção. A tecnologia permite muitas coisas e ajuda a trabalhar mais rápido, mas não é um fim em si.”

O prof. escreveu um artigo no qual comenta sobre a história da educação na América nos séculos XIX, XX e XXI e como é passar um dia numa escola 3.0, aprofundando as ideias e analisando as escolas de educação 3.0 com as escolas que não possuem educação 3.0. Com o objetivo de definir:
O que significa Educação 3.0?
Qual a diferença da Educação 3.0 para o que fazemos hoje?
Em quais competências focar? Por quê?
Dessa forma ele fez um exame minucioso do(a)s aluno(a)s e do(a)s Professo(a)s 3.0 considerando como está acontecendo e como distinguir a educação 2.0 da educação 3.0 priorizando os seis princípios que norteiam a educação 3.0 nas escolas.
Os alunos trabalham em problemas que vale a pena resolver.
Alunos e professores produzem em conjunto.
Os alunos desenvolvem pesquisas auto direcionadas.
Os alunos aprendem como contar uma boa história.
Estudantes empregam ferramentas apropriadas para a tarefa.
Os alunos aprendem a ser curioso e criativo.

sábado, 2 de março de 2013

O Currículo de Pedagogia.


A professora Maria Fernanda Ozollo em sua explicação falou que até o ano de 2012 o currículo do curso de formação de professore(a)s na faculdade em que ela trabalha tinha apenas uma disciplina correspondente a inclusão digital, mas o mesmo foi reformado e no curso passou a existir quatro disciplinas relacionadas à inclusão digital: Alfabetização Digital, Redes Sociais, Tecnologia e Educação e Didática e Tecnologia ofertadas nessa ordem em semestres diferentes. Segundo a professora o currículo do curso passou por reforma porque o objetivo do mesmo é formar professo(a)s capazes de atuar em sala de aula promovendo a inclusão digital, pois a tecnologia é um direito a inclusão social é uma forma de conexão com o mundo, com  outras pessoas.
O currículo de pedagogia atualmente é muito técnico porque está voltado para os métodos que o(a)s aluno(a)s devem usar, mas infelizmente não prioriza a formação do(a)s futuro(a)s professore(a)s considerando as questões sociais como: Educação das Relações Etnorraciais, Educação e Tecnologias (Inclusão digital), Educação do Campo e as modalidades (Educação de Jovens e Adultos, Educação de pessoas com necessidades educativas especiais e Educação profissional). Sei que não seria possível um currículo que desse conta de uma temática tão ampla com a inclusão social durante a graduação, mas já passou da hora da Instituição buscar meios de modificar o currículo como criar cursos de especialização para graduando(a)s em pedagogia, ou seja assim como existem alguns cursos de graduação que após  quatro anos de bacharelado o(a)s aluno(a)s podem estender o curso para licenciatura, no caso de Pedagogia o(a)s aluno(a)s após quatro anos de cursos estenderiam por mais um ano ou dois anos e sairiam da faculdade graduado(a)s e especialistas em uma das áreas citadas anteriormente. É preciso buscar meios para fomentar um currículo de fato inclusivo porque da forma como está todos os anos a Faculdade de Educação (FACED) forma e formará professore(a)s descompromissados com o social e aptos a fomentar o currículo excludente.

O que é Tecnologia Assistiva?

O que é Tecnologia Assistiva?
É um termo usado para definir, identificar todas as formas de recurso e serviços que colaboram para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com alguns comprometimentos físico e/ou mental e assim poder proporcionar a elas Vida Independente e Inclusão social.
Tecnologia Assistiva não combina com produção em série, logo pensar na mesma é pensar em exclusividade porque é preciso lembrar que cada pessoa apresenta um comprometimento como se fosse uma impressão digital, logo a necessidade de criar meios para suprir de forma individual.
Outro ponto interessante em relação à Tecnologia Assistiva a sua principal característica que está voltada para a Vida Independente e Inclusão social, sendo assim ela não está voltada apenas para criar meios das pessoas utilizarem apenas o computador é seu objetivo criar meios para facilitar a vida das pessoas com comprometimentos físico e/ou mental em sua totalidade e assim poder proporcionar a elas Vida Independente e Inclusão social.
Segue abaixo materiais referentes ao conteúdo que eu falei durante a aula:.
  • Tecnologia Assistiva: Prof. Teófilo Alves Galvão Filho.
http://www.galvaofilho.net/
  • Tese de doutorado do Prof. Teófilo Alves Galvão Filho
http://www.galvaofilho.net/tese.htm
  • Aluno Especial | Programa de Pós-Graduação em Educação (FACED)
          www.pgedu.faced.ufba.br/aluno-especial


sexta-feira, 1 de março de 2013

Princípios Fundamentais da Cibercultura


Trecho da entrevista na qual o prof. André Lemos da Universidade Federal da Bahia explica os três princípios fundamentais da cibercultura, o interessante é que a explicação dele corresponde ao que o prof. Edvaldo comenta com a nossa turma desde o início do semestre.


Entrevista completa.